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Ibovespa Futuro cai com investidores ainda de olho em guerra comercial após feriado nos EUA


SÃO PAULO – O Ibovespa Futuro abre em baixa nesta terça-feira (3) pressionado pelo exterior, que segue conturbado pela guerra comercial e pela crise na Argentina. Depois do baixo volume da véspera (R$ 10,277 bilhões), espera-se que haja mais negócios na B3 hoje por conta da volta dos Estados Unidos do feriado. 

Às 09h13 (horário de Brasília) o contrato futuro do Ibovespa para outubro tinha queda de 0,68% a 100.670 pontos, enquanto o dólar futuro para setembro caía 0,08% a R$ 4,189.

Ontem, a piora nas expectativas de avanço nas conversas sobre a guerra comercial veio após informações da Bloomberg de que Estados Unidos e China resistem em marcar uma data para se encontrarem e debaterem um acordo comercial. O acirramento dos protestos em Hong Kong também eleva a aversão ao risco; a Huawei acusou os EUA de assediarem trabalhadores e atacarem seus sistemas.

Na Europa, as bolsas operam em queda generalizada, após parlamentares britânicos da oposição tentando assumir o controle da Câmara dos Comuns e impedir o Reino Unido de deixar a União Europeia sem um acordo em 31 de outubro.

Funcionários do governo disseram na segunda-feira que o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, poderia convocaria uma eleição geral em 14 de outubro. Johnson sinalizou a possibilidade de um acordo de retirada, mas reiterou que a Grã-Bretanha não atrasaria mais a sua saída do bloco.

Os contratos futuros de juros, por sua vez, registravam perdas: o DI para janeiro de 2021 recua dois pontos-base a 5,55%, e para janeiro de 2023 registra queda de três pontos-base, a 6,63%, após o dado decepcionante da indústria brasileira. A produção industrial do país caiu 0,3% em julho frente a junho, contra a expectativa mediana do consenso Bloomberg, que apontava para expansão de 0,5% no indicador. 

No confronto com julho de 2018 (série sem ajuste sazonal), a indústria recuou 2,5%, após queda de 5,9% em junho. O acumulado no ano foi de -1,7%.

Reformas

Sobre a reforma tributária no Senado, Roberto Rocha (PSDB-MA) não descartou a proposta de criar um imposto nos moldes da antiga CPMF. A possibilidade está sendo avaliada como forma de compensar a desoneração da folha de pagamento. O relator do texto anunciou a intenção de propor a redução de 20% para 10% na contribuição patronal para a Previdência.

A redução, indicou o relator, tem impacto de R$ 125 bilhões por ano para a arrecadação da União. A compensação teria de ser feita aumentando a alíquota do IBS (Imposto sobre Operações com Bens e Serviços (IBS), a ser criado com a substituição de impostos federais, estadual e municipal, ou por meio da cobrança de um imposto nos moldes da CPMF – esta última ideia avaliada pela equipe econômica do governo.

Rocha anunciou a intenção de entregar o parecer na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado até o próximo dia 15. Ele declarou ter garantias que os senadores vão aprovar a proposta ainda neste ano. A Câmara, então, que discute outra reforma, teria o primeiro semestre do ano que vem para concluir a tramitação.

No relatório, o senador deve atender governadores e abarcar a proposta de criar um fundo de desenvolvimento regional e outro de equalização com eventuais perdas na arrecadação após as mudanças da reforma.

O relator também deve abarcar a ideia do governo federal de fazer mudanças no Imposto de Renda. O texto no Senado, anunciou, deve colocar um “gatilho” constitucional permitindo as alterações no IR. O aumento do Imposto de Renda terá de ser condicionado à diminuição de cobranças na base de consumo, de acordo com o relatório que está sendo escrito por Roberto Rocha com o ex-deputado.

Em relação à reforma administrativa, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), disse ser contra um texto que retire dos servidores públicos o direito à estabilidade.

Ele entende que novas regras que vierem a ser implementadas devem valer apenas para futuros servidores. “No meu radar é tudo para frente. Essa discussão para trás eu acho ruim. Reduzir salário hoje de quem já entrou numa regra, eu acho ruim. Tirar estabilidade de que já entrou com essa regra, é ruim”, disse.

Maia prevê ainda para esta quarta-feira a realização na Câmara de uma reunião para discutir as queimadas na Amazônia. Ele manifestou receio de que a situação cause impacto nos negócios do país. “Falei com a bancada do agronegócio, que estava muito preocupado com o dano [ao país], e que estava disposto a visitar outros parlamentos aqui na nossa região ou na Europa”.

Noticiário Corporativo

A Petrobras informou o início da fase vinculante do processo de venda da totalidade de suas participações em 11 campos de produção localizados em águas rasas na Bacia de Campos, denominados conjuntamente de Polo Garoupa. Nesse projeto em particular, conforme faculta a sistemática, não haverá fase não vinculante. Essa operação está alinhada à otimização do portfólio e à melhoria de alocação do capital da companhia, visando à geração de valor para os nossos acionistas.

Sobre o Polo Garoupa, a Petrobras destaca que engloba as concessões de Anequim, Bagre, Cherne, Congro, Corvina, Malhado, Namorado, Parati, Garoupa, Garoupinha e Viola, localizados em águas rasas na Bacia de Campos, a uma distância de cerca de 80km da costa, com profundidade do reservatório entre 70m e 740m. A Petrobras detém 100% de participação desses campos, cuja produção média dos últimos 12 meses foi de cerca de 19,6 mil boe/dia.

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, o ministro da Economia, Paulo Guedes, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), se reuniram nesta noite de segunda-feira para falar sobre o projeto da desestatização da Eletrobras. No último dia 21 de agosto, Maia disse que a ideia era montar um projeto que viabilize o investimento privado na estatal, com regulação forte e distribuição de recursos para as regiões atendidas pela companhia.

A Biosev concluiu a venda a venda da Usina Estivas à Pipa Agroindustrial Ltda. A operação vai movimentar R$ 217,9 milhões, sem considerar o valor das marcas a serem cedidas ou licenciadas pela Companhia.

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