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Ibovespa Futuro sobe a 105 mil pontos com adiamento de tarifas de Trump e BCE


Gráfico de ações

SÃO PAULO – O Ibovespa Futuro abre em alta nesta quinta-feira (12) após o presidente norte-americano Donald Trump anunciar o adiamento das tarifas sobre US$ 250 bilhões em produtos chineses do dia 1º de outubro para 15 de outubro. 

Os mercados também repercutem a decisão do Banco Central Europeu (BCE), que reduziu a taxa de depósitos de -0,4% para -0,5% ao ano. O BCE também decidiu reiniciar o quantitative easing (programa de compras de ativos para aumentar a quantidade de dinheiro circulando na economia). 

Às 09h09 (horário de Brasília) contrato futuro do Ibovespa para outubro subia 0,87% a 105.025 pontos, enquanto o dólar futuro com o mesmo vencimento caía 0,83% a R$ 4,04. 

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2021 tem queda de dois pontos-base a 5,35%, ao passo que o DI para janeiro de 2023 registra perdas de cinco pontos-base a 6,40%. 

Por aqui, o setor de serviços cresceu 0,8% em julho, na comparação do mês anterior, segundo informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Trata-se do melhor resultado para julho nesta base de comparação desde 2011, quando também houve avanço de 0,8%.

Noticiário Corporativo

O Senado aprovou ontem à noite o projeto que atualiza o marco legal das telecomunicações no País. O projeto permite que as empresas fornecem serviços de telefonia fixa migrem do regime de concessões para o de autorizações, em que há preços livres, já praticado nos serviços de telefonia celular, TV por assinatura e internet. A medida atingir principalmente à Oi, garantindo um fôlego adicional companhia que está em processo de recuperação judicial.

A B3 informou que a Câmara Superior de Recursos Fiscais do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) proferiu decisão favorável ao recurso apresentado pela Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (decisão desfavorável à B3). O caso se refere ao auto de infração da Receita Federal do Brasil questionando a amortização, para fins fiscais, nos exercícios de 2010 e 2011, do ágio gerado quando da incorporação de ações da Bovespa Holding pela Companhia em maio de 2008.

“A B3 esclarece que, após o término de todos os procedimentos no CARF, submeterá a discussão à análise do Poder Judiciário. O valor atualizado do processo, em 30 de junho de 2019, era de R$ 2,7 bilhões”, afirmou, acrescentando reafirmar seu entendimento de que o Ágio foi constituído regularmente, em estrita conformidade com a legislação fiscal.

Reforma Tributária e CPMF

O presidente Jair Bolsonaro descartou, em mensagem no Twitter, a recriação da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) ou o aumento da carga tributária. Ele repercutiu ainda a exoneração do secretário especial da Receita Federal, Marcos Cintra.

“Paulo Guedes exonerou, a pedido, o chefe da Receita Federal por divergências no projeto da reforma tributária. A recriação da CPMF ou aumento da carga tributária estão fora da reforma tributária por determinação do Presidente”, escreveu Bolsonaro.

Em nota, o Ministério da Economia informou “que não há um projeto de reforma tributária finalizado” e que “trabalha na formulação de um novo regime tributário para corrigir distorções, simplificar normas, reduzir custos, aliviar a carga tributária sobre as famílias e desonerar a folha de pagamento”.

Bolsonaro, que segue internado no Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, onde foi submetido à uma cirurgia para correção de uma hérnia incisional, escreveu ainda que “tentativa de recriar CPMF derruba chefe da Receita”.

Segundo o jornal O Estado de S.Paulo, a permanência de Cintra se tornou insustentável diante das reações negativas do Congresso à antecipação da proposta de criação da contribuição sobre pagamentos (CP), com alíquotas de 0,2% e 0,4%, pelo secretário-adjunto da Receita, Marcelo Silva.

O presidente da República em exercício, general Hamilton Mourão, comentou que “todo o desgaste prematuro” sobre a criação de imposto nos moldes da extinta CPMF “não leva a nada”.

“Tudo vai ser discutido no Congresso. Se o Congresso quiser, vai ocorrer, se não quiser, não vai correr. Acho que a gente se desgasta prematuramente em alguns assuntos”, disse Mourão.

O general acrescentou que a discussão se tornou pública antes de passar por Bolsonaro, o que teria motivado a saída de Cintra do governo.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que Cintra tinha uma posição histórica a favor de um tema que tem muita rejeição na sociedade. “Isso reflete no plenário da Câmara. Não sei se isso foi relevante para a decisão do presidente de pedir a demissão dele”, afirmou.

Sobre a reforma tributária, o autor da proposta que tramita atualmente na Câmara dos Deputados (PE 45), deputado Baleia Rossi (MDB-SP), afirmou que o texto elaborado pelos secretários de Fazenda dos Estados significa um “apoio político muito significativo”.

Os secretários de Fazenda dos Estados apresentaram a proposta à Maia do texto que será levado ao Congresso em forma de emenda à proposta que tramita atualmente na Câmara, de autoria Rossi e do economista Bernard Appy.

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