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Ibovespa Futuro sobe com trégua na guerra comercial e repercute IBC-Br misto


SÃO PAULO – O Ibovespa Futuro abre em alta nesta sexta-feira (13) com os investidores ainda otimistas com a possibilidade de Estados Unidos e China chegarem pelo menos a um acordo comercial provisório em outubro, quando as negociações acontecem em Washington. 

Às 09h06 (horário de Brasília) contrato futuro do Ibovespa para outubro subia 0,54% a 105.185 pontos, enquanto o dólar futuro com o mesmo vencimento caía 0,25% a R$ 4,053. 

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2021 fica estável a 5,34%, ao passo que o DI para janeiro de 2023 mantém-se em 6,39%. 

Entre os indicadores, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) caiu 0,16% em julho na comparação mensal, a estimativa mediana do consenso Bloomberg apontava para retração de 0,1%. 

Na comparação anual, o IBC-Br avançou 1,31% em julho, enquanto a expectativa era de avanço de 0,89%. 

O presidente americano, Donald Trump, sinalizou que aceitaria um acordo provisório com a China, mesmo que sua preferência ainda seja um tratado completo. As declarações de Trump, porém, causaram confusão no mercado, já que funcionários da Casa Branca haviam afirmado que os EUA não aceitariam um acordo provisório.

No Brasil, após o presidente Jair Bolsonaro enterrar a recriação de um imposto semelhante à CPMF, começam a surgir planos alternativos de ampliação da arrecadação.

A Folha de S.Paulo cita que o ministro da Economia, Paulo Guedes, pediu que a equipe econômica foque os mais ricos na reforma tributária. Entre possíveis propostas estão a taxação de dividendos e a redução de descontos.

Noticiário Corporativo

A Petrobras foi liberada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) a retomar uma oferta pública de debêntures, que havia sido suspensa no dia 30 de agosto. O primeiro pedido previa montante inicial de R$ 3 bilhões.

O procedimento de bookbuilding está previsto para ser encerrado no dia 25 de setembro e o início da oferta está marcado para 8 de outubro, quando será disponibilizado o prospecto definitivo.

O Valor destaca que, após vender dois gasodutos terrestres, a Petrobras planeja reunir gasodutos marítimos do pré-sal em uma única empresa e, depois, fazer uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês).

Segundo a publicação, o plano é valorizar o ativo e, com o IPO, privatizá-lo. A empresa ainda busca concluir este ano a reestruturação societária dos gasodutos que levam aos campos do pré-sal.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, determinou a retomada das operações da usina de níquel Onça Puma, da Vale, com sede em Ourilândia do Norte (PA). As minas estavam paralisadas desde setembro de 2017, e a usina de processamento de níquel desde junho deste ano.

Noticiário Econômico

Após o veto expresso de Bolsonaro, contrário à recriação da CPMF, a equipe econômica quer focar no fim de privilégios nos impostos. Segundo a Folha, Guedes quer dar ênfase à revisão da tributação sobre os mais ricos, com a ampliação da base tributária sobre as altas rendas.

.Além da tributação sobre dividendos, estão sendo analisados instrumentos como limite de isenção à moléstia grave, redução de descontos e revisão sobre aplicações financeiras.

A Folha destaca estudos da Receita Federal de que os contribuintes do topo da pirâmide pagam menos impostos proporcionalmente às classes mais baixas, principalmente pelos benefícios previstos em aplicações financeiras, como dividendos e fundos exclusivos de investimento. A publicação acrescenta que, mesmo após a demissão do secretário Marcos Cintra, Guedes ainda não desistiu completamente da criação de novo imposto.

O jornal Valor Econômico diz que Guedes pediu à sua equipe que faça estudos para saber se é possível fazer a desoneração da folha de pagamento das empresas sem a criação de uma nova CPMF. Para o ministro, a desoneração seria uma das principais propostas para a retomada da economia e a criação de empregos no curto prazo.

O Estadão traz que o orçamento de 2020 pode começar com um alívio de R$ 202,6 bilhões entre reduções de despesas, aumento de receitas e diminuição da dívida pública, caso o Congresso aprove uma proposta que aciona mais rapidamente medidas de contenção dos gastos já previstos na Constituição e cria novos freios às contas.

Para a área econômica, o problema do teto de gastos, com as medidas, poderia ser resolvido até 2026. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, disse ser favorável à PEC que muda as regras fiscais, mas manifesta preocupação com o risco de o texto abrir espaço para mudanças no teto de gastos.

Para ele, os gatilhos, que antecipam as medidas de ajuste, são impopulares e, por isso, o governo precisa encampar a proposta, que inclui congelamento do salário mínimo, de aposentadorias e pensões, acrescenta o Estadão.

Ainda na economia, hoje tem início o cronograma de saques de até R$ 500 por conta ativa e inativa do FGTS. “A cada duas semanas vamos liberar cerca de R$ 5 bilhões “, diz o presidente da Caixa, Pedro Guimarães.

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Segundo Guimarães, serão R$ 15 bilhões para cerca de 30 milhões de pessoas apenas neste primeiro mês. As agências da Caixa terão duas horas a mais de expediente nesta sexta-feira e funcionarão no sábado para a retirada dos recursos.

Em relação à reforma da Previdência, o relator da proposta no Senado, Tasso Jereissati (PSDB-CE), pretende retirar duas alterações feitas em seu parecer para evitar que o texto volte à Câmara dos Deputados e atrase a promulgação da proposta.

As emendas, relacionadas à cobrança de contribuição extraordinária por Estados e municípios e aos trabalhadores informais, serão colocadas na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) paralela, que tramita separada do texto principal e que, se aprovada, irá para a Câmara.

A estratégia garante “proteção” à reforma, afirmou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. “Há uma dúvida e, se há uma dúvida, acho que o caminho que o relator adotou foi o melhor, foi prudencial”, comentou.

O presidente do Senado anunciou ainda um acordo para concluir a tramitação da PEC paralela ainda neste ano na Casa. Por outro lado, os parlamentares não têm consenso sobre o conteúdo da proposta – que, entre outras mudanças, inclui Estados e municípios na reforma da Previdência.

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