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Ibovespa engata queda pressionado por ameaça da China e racha no PSL; dólar sobe | InfoMoney


Gráfico de ações (Crédito: Shutterstock)

SÃO PAULO – O Ibovespa engata queda contrariando o desempenho do índice futuro, que subiu no começo do dia em dia de vencimento do contrato para outubro. No radar, as tensões no cenário externo aumentam, com a China ameaçando retaliar caso o Congresso americano aprove lei que favorece os manifestantes de Hong Kong.

A notícia soma-se ao aumento dos riscos no ambiente político daqui, pois só piora o racha entre o presidente Jair Bolsonaro e o PSL, tornando insustentável a permanência do chefe do Executivo na sigla.

Com isso, os investidores deixam totalmente de lado o otimismo pela aprovação unânime da cessão onerosa na véspera, o que deixa o caminho livre para a votação da reforma da Previdência no dia 22.

O movimento de correção das altas recentes, contudo, era esperado, visto que a Bolsa só fez subir desde a terça passada, acumulando ganhos de 4,5%.

Às 10h31 (horário de Brasília) o principal índice da B3 registrava queda de 0,79% a 103.661 pontos.

Já o dólar comercial sobe 0,44% a R$ 4,1815 na compra e a R$ 4,1835 na venda. O dólar futuro para novembro registra leves ganhos de 0,04% a R$ 4,1865.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2021 fica estável a 4,63% e o DI para janeiro de 2023 tem alta de três pontos-base a 5,67%.

O tensionamento das relações de Bolsonaro com o PSL já começam a ter consequências práticas no Congresso. Ontem, o delegado Waldir (GO), que é o líder do PSL na Câmara, chegou a convocar uma obstrução contra a Medida Provisória da reforma administrativa, mas acabou derrotado.

Lá fora, as vendas do varejo nos Estados Unidos caíram 0,3% em setembro na comparação mensal, bem abaixo da expectativa mediana apontada pelo consenso Bloomberg, que era de expansão de 0,3%. No mês anterior, as vandas do varejo no país haviam aumentado em 0,4%.

Os investidores também monitoram o desenvolvimento das conversas entre o Reino Unido e União Europeia para o fechamento de um acordo para o Brexit.

Destaque ainda para a cotação do minério de ferro, que está desabando na China. A tonelada do minério à vista com 62% de pureza no porto de Qingdao cai 5,53% a US$ 87,86.

Noticiário corporativo

A Petrobras (PETR3; PETR4) anunciou nesta terça-feira (15) a assinatura de cartas de intenção com duas empresas asiáticas para o afretamento de duas plataformas do tipo Unidade Flutuante de Produção, Armazenamento e Transferência (do inglês FPSO). As unidades vão integrar o projeto de desenvolvimento da produção da revitalização dos campos de Marlim e Voador (módulos 1 e 2), que ficam na Bacia de Campos.

Segundo a Petrobras, a previsão para o início da produção é a partir de 2022. Juntos, os dois projetos poderão processar até 150 mil barris de petróleo por dia e 11 milhões de metros cúbicos diários de gás natural.

Já a MRV (MRVE3) teve alta de 18,8% nas vendas líquidas do terceiro trimestre. A companhia teve vendas de R$ 1,395 bilhão de julho ao fim de setembro, enquanto os distratos recuaram para R$ 95 milhões, ante R$ 279 milhões no terceiro trimestre do ano passado. Na comparação com o período de abril a junho deste ano, os distratos caíram 22%.

A Yduqs (YDUQ3), ex-Estácio, prestou esclarecimento sobre notícia de que estaria em fase final de negociação para compra da dona da Ibmec. “Até o momento, nenhuma decisão foi tomada a respeito de uma possível transação”, disse a empresa. A companhia afirmou que um de seus pilares estratégicos é crescer via aquisições e, por isso, está em tratativas com diversos grupos educacionais, dentre eles o grupo Adtalem, sobre seus ativos no Brasil.

A CCR (CCRO3) anunciou o pagamento de R$ 940 milhões em dividendos. O valor corresponde a R$ 0,46534653466 por ação ordinária e o pagamento será feito a partir de 31 de outubro.
Em nota, a empresa informou que terão direito ao provento os investidores com ações CCRO3 no dia 18 de outubro, ou seja, os papéis passam a operar “ex-dividendos” a partir de 21 de outubro.

Brexit

As negociações para o Brexit atingiram um obstáculo no último dia de conversas entre o Reino Unido e a União Europeia antes de uma cúpula crucial no final desta semana.

A intenção do primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, é tentar fechar a negociação com o bloco antes da reunião de líderes europeus prevista para o final desta semana. A imprensa britânica chegou a reportar que as duas partes estariam chegando a um consenso e que um projeto de acordo poderia ser publicado hoje se os detalhes forem finalizados.

No entanto, segundo a CNBC, diplomatas da UE não identificados paralisaram as negociações no ponto de um acordo comercial e nas cláusulas de concorrência justa. Além disso, houve um acirramento da oposição ao acordo proposto pelo Partido Sindicalista Democrático (DUP) da Irlanda do Norte.

O primeiro-ministro irlandês, Leo Varadkar, também confirmou que ainda existem questões pendentes, particularmente em torno da Irlanda do Norte, que “ainda precisam ser resolvidas” e que as conversas podem levar mais tempo.

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