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Apple tem queda de 9,2% nas vendas de iPhones, mas wearables compensam e analistas estão otimistas


SÃO PAULO – A Apple divulgou seu relatório de resultados do quarto trimestre com uma queda de 9,2% nas vendas iPhones, mas superou as expectativas dos analistas do mercado, graças ao forte desempenho em serviços e wearables em forte crescimento.

Nesta quarta-feira (30), logo após os resultados, as ações da Apple subiram mais de 1% no aftermarket da NYSE. Já nesta quinta-feira (31), no pregão regular, os papéis subiam 1,8% cotados a US$ 247,36 às 10h50 (horário de Brasília).

A receita da empresa neste último trimestre foi de US$ 64 bilhões, enquanto o consenso da consultoria Refinitiv era de US$ 62,99 bilhões.

Menos dependência do iPhone?

Entre os destaques, as vendas de iPhone decepcionaram novamente. A empresa informou uma queda de 9,2% nas vendas do trimestre, o que representa US$ 33,4 bilhões. No mesmo período do ano passado, as vendas estavam no patamar de US$ 36,8 bilhões.

As vendas caíram em todas as regiões menos nas Américas e Ásia e Pacífico, que não inclui China e Japão.

Mesmo assim, Tim Cook, CEO da empresa, disse ser uma grande “melhoria” em relação aos trimestres anteriores, quando a receita do iPhone chegou a cair até 15%.

A receita dos chamados “wearables, home and accessories”, que incluem relógios, fones de ouvido, HomePod, entre outros, aumentou 52% para US$ 6,52 bilhões, enquanto no mesmo período de 2018 as vendas alcançaram US$ 4,3 bilhões.

Cook afirmou que os negócios de wearables da Apple cresceram em todos os mercados do mundo que ofertam os produtos.

A receita de serviços, que inclui garantias e assinaturas da AppleCare, como o iCloud, também aumentou de US$ 10,6 bilhões para US$ 12,51 bilhões.

A Apple afirmou que seu negócio de assinaturas cresceu 40% ano a ano e disse que hoje são 450 milhões de assinaturas pagas na plataforma.

“Excluindo o iPhone, crescemos 17% ano a ano e, abaixo disso, os wearables seguem em forte momento de aceleração impulsionado pelo Apple Watch e AirPods”, disse Cook ao site da CNBC.

Como o mercado enxerga o resultado

“A empresa está fazendo um trabalho incrível de diversificar sua receita para se tornar menos dependente das vendas do iPhone, que diminuíram devido a um mercado maduro de smartphones”, afirmou o analista Tom Forte, da consultoria D.A Davidson.

Ele avalia as ações da Apple com uma nova preço-alvo de  US$ 300, acima dos US$ 270 anteriores.

Também em destaque, estão os esforços iniciais da empresa em streaming, o lançamento “muito bem-sucedido” do Apple Card e o crescente envolvimento na área da saúde.

“Acreditamos que as ações possam continuar se beneficiando de baixas expectativas até setembro do próximo ano, quando é esperado um lançamento global ou regional de dispositivos 5G, dependendo do status da construção da rede”, afirmou Forte.

O analista do Citi Research, Jim Suva, está otimista sobre o posicionamento da Apple no próximo trimestre de 2019.

“Os anúncios de novos produtos da empresa estão se preparando para uma saudável temporada de compras de Natal”, escreveu ele.

“Acreditamos que o novo AirPods Pro provavelmente serão um grande sucesso no Natal, assim como o Apple Watch.” O preço-alvo do banco é de US$ 250.

Embora a Apple tenha novamente registrado uma queda na receita na  China, US$ 11,13 bilhões, ante US$ 11,41 bilhões no mesmo período do ano passado,  Aaron Rakers, analista da Wells Fargo, vê sinais de “estabilização” por lá.

A empresa teve uma queda de 2% na receita em seu último trimestre, mas essa foi a menor queda percentual do ano fiscal. A Apple registrou quedas de 27%, 22% e 4% no primeiro, segundo e terceiro trimestres fiscais, respectivamente.

“Vemos a estabilização do iPhone na China como um dos principais impulsionadores da receita de serviços, à medida que a empresa procura maximizar sua receita por meio da implantação contínua de novos serviços de assinatura”, afirmou Rakers. O preço-alvo da Wells Fargo é de US$ 245.

Projeções

Os investidores estão de olho para o último trimestre deste ano. A Apple sinaliza que espera crescimento neste “trimestre de férias” e a expectativa é melhor do que no ano passado, quando a empresa foi atingida por uma grande queda nas vendas de iPhone na China.

O CEO da Apple, Tim Cook, destacou a forte previsão do último trimestre em comunicado. “Estamos muito otimistas com o que o trimestre de férias reserva”, disse Cook.

Ele também sinalizou otimismo com a guerra comercial EUA-China que afetou as ações da Apple. “O tom das tarifas mudou significativamente”, disse Cook durante uma teleconferência.

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