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Ações da Magazine Luiza (MGLU3) disparam antes de oferta de ações


Tela de celular com Magazine Luiza
(Shutterstock)

SÃO PAULO — Após terem subido 20,52% em outubro, as ações da Magazine Luiza (MGLU3) dispararam mais 5,71% no primeiro pregão de novembro. No ano, a valorização já chega a 108,49%.

O otimismo tem respaldo na gestão e na rentabilidade da companhia, que é apontada por muitos analistas como um case de sucesso no setor varejista.

Já o desempenho recente do papel está relacionado à oferta de ações anunciada pela empresa no dia 31 de outubro. A operação vai distribuir 90 milhões de novas ações e pode gerar mais de R$ 5 bilhões.

O anúncio motivou uma corrida por parte daqueles investidores que alugaram as ações da empresa e têm que devolvê-las aos seus donos.

Isso porque a oferta pública dará prioridade a acionistas que estejam com o papel em carteira, podendo negociar mais ações com um possível desconto.

A oferta da Magazine Luiza é restrita a investidores qualificados, que têm mais de R$ 1 milhão investidos.

Para participar da operação com direito de prioridade, o acionista precisa estar com o papel em mãos em 30 de outubro e 7 de novembro — datas de corte estipuladas pelo prospecto.

Ou seja, os donos das ações alugadas estão pedindo seus papéis de volta — e o movimento empurrou os preços para cima.

Do outro lado, os investidores que venderam a ação a descoberto (quando alugam um papel para vendê-lo e lucram apostando na queda do ativo) estão tendo que correr para cobrir sua posição e evitar perdas, uma vez que a MGLU3 não caiu.

Essa perda com ações alugadas é o que se chama no mercado de “short squeeze”. É uma estratégia comum com ações que estão em forte alta durante um período longo de tempo, já que geralmente esses papéis sofrem uma “correção” em algum momento.

O risco, no entanto, é altíssimo, e a operação só é indicada a quem realmente entende sobre o mercado.

Até a data de conclusão do procedimento de bookbuilding, em 12 de novembro, a oferta da Magazine Luiza poderá ser acrescida em até 33%, ou seja, em até 30 milhões de ações ordinárias — divididas em primária de até 10 milhões de ações e dos acionistas vendedores, em até 20 milhões.

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