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Taxas de títulos públicos caem em meio a maior otimismo com PIB


SÃO PAULO – As taxas oferecidas pelos títulos públicos negociados no Tesouro Direto, programa que possibilita a compra e venda de papéis por investidores pessoas físicas por meio da internet, apresentam queda na manhã desta segunda-feira (18).

No cenário doméstico, mercado repercute a divulgação do Relatório Focus, do Banco Central. A pesquisa semanal com instituições financeiras mostrou um corte na projeção para a taxa Selic em 2020, de 4,50 para 4,25% ao ano. Para 2019 e 2021, contudo, as estimativas para a taxa básica de juros ficaram inalteradas em 4,50% e 6%, respectivamente.

Já a expectativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro foi elevada de 2,08% para 2,17% em 2020, ficando inalterada para 2019, em 0,92%, e para 2021, em 2,50%. O ajuste ocorre após o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) mostrar uma recuperação mais firme da economia brasileira em setembro e depois de resultados de vendas do varejo e volume do setor de serviços superarem as previsões.

Houve alta também nas estimativas para a inflação em 2019, que subiram de 3,31% para 3,33%; as previsões para o indicador ficaram inalteradas em 3,60%, para 2020, e 3,75%, para 2021.

Na cena externa, investidores monitoram “discussões construtivas” entre Estados Unidos e China para pôr fim à guerra comercial entre as duas potências.

No Tesouro Direto, o título atrelado à inflação com vencimento em 2024 pagava uma taxa de 2,16% ao ano, ante 2,21% a.a. na abertura de quinta-feira (14). O investidor podia aplicar uma quantia mínima de R$ 58,63 (recebendo uma rentabilidade proporcional à aplicação) para investir no papel, ou adquirir o título integralmente por R$ 2.931,75. Já nos papéis com vencimentos em 2035 e 2045, a taxa recuava de 3,17% para 3,15% ao ano.

Entre os títulos com rentabilidade prefixada, o Tesouro Prefixado 2025 oferecia um prêmio de 6,25% ao ano, ante 6,30% a.a. anteriormente, enquanto o prêmio pago pelo Tesouro Prefixado com juros semestrais 2029 cedia de 6,66% para 6,62% ao ano.

Confira, a seguir, os preços e as taxas dos títulos disponíveis no Tesouro Direto:

Fonte: Tesouro Direto

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Baixo risco, liquidez e acessibilidade

O Tesouro Direto é considerado a opção de investimento com o menor risco no Brasil e com ampla acessibilidade, dado o investimento mínimo a partir de R$ 30. Outra vantagem do programa diz respeito à liquidez, com a possibilidade de recompra diária dos títulos públicos pelo Tesouro.

O investidor pode aplicar em títulos públicos diretamente pelo site do Tesouro, se cadastrando primeiro no portal e abrindo uma conta em uma corretora, como a Rico Investimentos, por exemplo, para intermediar as transações. Atualmente, a maior parte das instituições financeiras habilitadas a operar no programa não cobra taxa de administração.

O único custo obrigatório que recai sobre o investimento em títulos públicos pelo Tesouro Direto corresponde à taxa de custódia, de 0,25% ao ano sobre o valor dos títulos, cobrada semestralmente no início dos meses de janeiro e de julho.

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