/Ações de bancos e Petrobras têm queda; C&A sobe após resultado e Via Varejo avança 4%

Ações de bancos e Petrobras têm queda; C&A sobe após resultado e Via Varejo avança 4%


(Divulgação Petrobras)

SÃO PAULO – Após um início de sessão em queda, o Ibovespa chegou a zerar as perdas, mas acabou azedando de novo junto com o exterior após o presidente Donald Trump afirmar que falará sobre a China nesta sexta.

Bancos, que iniciaram o dia em queda, seguiram o mesmo movimento do índice, com Banco do Brasil (BBAS3, R$ 30,79, -0,36%), Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 23,31, -1,77%), Bradesco (BBDC3, R$ 17,67, -0,90%; BBDC4, R$ 19,10, -2,25%) e Santander Brasil (SANB11, R$ 25,23, -2,59%) fechando em queda.

Enquanto isso, as ações da Petrobras (PETR3, R$ 20,56, -0,44%; PETR4, R$ 19,77, -0,80%) chegaram a subir com o petróleo, mas também perderam força na reta final. O petróleo WTI fechou em alta 2,74%, a US$ 33,71 o barril, enquanto o Brent avançou 1,64% a US$ 36,03 o barril.

Entre as altas, a ação do Pão de Açúcar (PCAR3, R$ 60,85, +0,78%) avançou após ter a cobertura reiniciada pelo Itaú BBA com recomendação de compra, enquanto C&A (CEAB3, R$ 9,20, +3,37%) e Arezzo (ARZZ3, R$ 43,59, -0,71%) tiveram movimentos distintos após o balanço, com destaque para os ganhos de cerca de 2% dos ativos CEAB3.

Ainda no radar de varejistas, a ação da Via Varejo (VVAR3, R$ 12,58, +3,28%) subiu cerca de 3%: segundo o Brazil Journal, a oferta de ações (follow on) da companhia deve ficar em R$ 2,5 bilhões, metade do que estava sendo esperado pelo mercado.

Ganhando forças durante o pregão, ficaram as ações do IRB (IRBR3, R$ 8,13, +5,58%), que chegaram a subir mais de 9%. A empresa comunicou a proposta para a eleição da ex-ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Ellen Gracie no conselho de administração da companhia e também mudanças no estatuto. .Confira os destaques para ficar de olho:

Petrobras (PETR3, R$ 20,56, -0,44%; PETR4, R$ 19,77, -0,80%) 

A Petrobras concluiu na quarta-feira, a emissão de US$ 3,25 bilhões em títulos de dívida externos por meio da subsidiária Petrobras Global Finance B.V..

A operação foi dividida em duas operações. Um total de US$ 1,5 bilhão com vencimento em 2021 e rendimento ao investidor (yield) de 5,6% ao ano. Já uma parcela de US$ 1,75 bilhão irá vencer em 2050 com um retorno ao investidor de 6,9% ao ano.

Já na área operacional, a estatal informou que iniciou os procedimentos para dar acessos aos demais produtores de gás no Brasil às suas unidades de processamento do insumo.

A medida atende o plano do governo federal Novo Mercado de Gás, que busca atrair investidores para o setor.

“Com a medida, a Petrobras reafirma seu comprometimento em contribuir para o desenvolvimento de um mercado de gás aberto, competitivo e sustentável no país”, informou a estatal.

IRB (IRBR3, R$ 8,13, +5,58%)

O IRB comunicou a proposta para a ex-ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Ellen Gracie ocupar uma cadeira no conselho de administração da companhia, de acordo com documento que convoca acionistas para uma assembleia extraordinária digital a ser realizada no próximo dia 12 de junho.

Na ocasião, a mudança de alguns itens do estatuto social também será apresentada. Entre as mudanças, a empresa incluiu a possibilidade de o conselho de administração deliberar sobre aumentos de capital, dentro do limite autorizado, de R$ 2,3 bilhões, para que a companhia tenha mais flexibilidade e rapidez em medidas para a sua capitalização.

Além disso, em vez de fixar o número de cadeiras no conselho em oito, com mais oito suplentes, o IRB planeja que o número de conselheiros possa variar entre sete e nove – haverá suplente apenas para o presidente do colegiado.

Via Varejo (VVAR3, R$ 12,58, +3,28%)

A oferta de ações (follow on) da Via Varejo deve ficar em R$ 2,5 bilhões, metade do que estava sendo esperado pelo mercado, segundo o “Brazil Journal”.

Se a oferta ficar nesse tamanho, representa 15% do valor de marcado atual da companhia.

A notícia do follow on, no início do mês, aumentou o volume de negociações do papel e a Via Varejo é atualmente um dos papéis de maior liquidez da B3.

C&A (CEAB3, R$ 9,20, +3,37%)

A varejista C&A registrou no primeiro trimestre do ano um prejuízo líquido de R$ 55,4 milhões, ante lucro de R$ 751 milhões nos primeiros três meses de 2019.

A receita líquida total ficou em R$ 976,9 milhões, uma queda de 6,1% quando comparado com o primeiro trimestre do ano passado. Os resultados da varejista de moda foram afetados pelo fechamento das lojas ocorrido a partir da segunda quinzena de março devido à pandemia do coronavírus.

O Ebitda ajustado, que considera o crédito tributário gerado pela exclusão do ICMS do cálculo do PIS/Cofins, foi de R$ 91,1 milhões, um recuo de 87,9%. Já a margem passou de 72,2% no primeiro trimestre do ano passado para 9,3% nos três primeiros meses de 2020.

Após a conclusão do primeiro trimestre, a C&A emitiu R$ 500 milhões em notas promissórias pelo prazo de três anos, além de R$ 350 milhões em CCBs (Cédula de Crédito Bancário) pelo prazo de um ano.

Na avaliação de Pedro Fagundes, analista de varejo da XP Investimentos, a reação dos investidores a esse resultado deve ser neutra, mas a recomendação para os papéis segue sendo de compra, com preço alvo de R$ 15 ao final do ano. O crescimento no número de usários ativos no canal digital e o crescimento das vendas até o período pré-Covid (alta de 7,3% no ano no conceito mesmas lojas) são os destaques dos resultados da varejita.

“Entretanto, ressaltamos que o cenário no curto prazo continua desafiador e que o resultado no segundo trimestre de 2020 deve apresentar não só o reflexo do fechamento temporário das lojas por um período mais longo de tempo, mas também o aumento das provisões na operação financeira”, reforçou, em relatório.

Já os analistas do Bradesco BBI acreditam que a C&A está cumprindo os planos apresentados durante a abertura de capital, no ano passado. “Acreditamos que os desafios de curto prazo estão ajudando a C&A a apresentar parte do trabalho que foi planejado para fortalecer o comércio eletrônico”, avaliaram.

Arezzo (ARZZ3, R$ 43,59, -0,71%)

A Arezzo registrou lucro líquido de R$ 26 milhões no primeiro trimestre do ano, uma alta de 12% na comparação com igual período de 2019. O melhor resultado decorre da ativação de créditos tributários que geraram um efeito líquido de R$ 20 milhões.

A receita líquida entre janeiro e março somou R$ 375,5 milhões, leve recuo de 0,4% na comparação anual. A companhia conseguiu compensar o fechamento de lojas causados pela pandemia do novo coronavírus com o aumento das vendas no canal eletrônico.

Na avaliação dos analistas do Bradesco BBI, a empresa sinaliza que conseguiu se adaptar ao novo cenário, com elevação das vendas do comércio eletrônico. “Achamos que a crise está agindo como um acelerador do desenvolvimento de iniciativas de comércio eletrônico (margem alta), o que é claramente positivo a longo prazo”, explicaram em relatório a clientes.

Suzano (SUZB3, R$ 38,36, -0,13%)

A Suzano informou que irá realizar, em 4 de junho, o pagamento dos dividendos intermediários. Para isso, irá utilizar o saldo das reservas de lucros.

O valor do pagamento será de R$ 4,969 milhões, o que corresponde a R$ 0,0272 por ação ordinária e R$ 0,02992 por ação preferencial classe A e B. As ações passam a ser negociadas “ex-direito” a partir desta quinta-feira.

Rumo (RAIL3, R$ 23,17, -1,19%)

A concessionária Rumo registrou no primeiro trimestre um prejuízo líquido de R$ 274 milhões, ante um lucro líquido de R$ 27 milhões em igual período de 2019.

A receita operacional líquida ficou em R$ 1,424 bilhão, queda de 12,9%. O Ebitda recuou 28,1%, para R$ 577 milhões. Já a margem Ebitda passou de 49,1% para 45,9%.

Eternit (ETER3, R$ 2,72, +2,26%)

A Eternit, que está em recuperação judicial, apresentou no primeiro trimestre do ano um prejuízo líquido de R$ 14,856 milhões, menor que os R$ 25,464 dos primeiros três meses de 2019.

Na mesma base de comparação, a receita líquida da empresa caiu 8,1%, para R$ 113,636 milhões. O Ebitda do período ficou negativo em R$ 4,728 milhões. Já a margem Ebitda era negativa em 13% no primeiro trimestre do ano passado e nos primeiros três meses de 2020 ficou negativa em 4%.

Ecorodovias (ECOR3, R$ 13,52, -0,29%)

A Ecorodovias soltou uma nova prévia de seu desempenho operacional, dessa vez, considerando o tráfego de veículos entre o início da adoção de medidas de isolamento social até o dia 26 de maio.

Com isso, entre os dias 15 de março e 26 de maio, o tráfego de veículos leves e pesados ficou em 53.825, um recuo de 22,3% na comparação com o mesmo período do ano passado. A queda maior foi verificada na concessão Ecopistas (recuo de 45%) e na Ecoponte (queda de 45,7%).

Já no acumulado do ano, o tráfego total ficou em 131.321 veículos pagantes, queda de 5,5% em relação a igual período de 2019.

Latam, Gol (GOLL4, R$ 12,24, -1,05%) e Azul (AZUL4, R$ 14,75, -0,81%)

A redução do número de passageiros em 4,6 bilhões causada pela pandemia do novo coronavírus deve fazer com que os aeroportos registrem nesse ano uma queda de 56,7% em suas receitas, o equivalente a US$ 97 bilhões, segundo dados do Conselho Internacional dos Aeroportos (ACI) publicados pelo jornal “Valor Econômico”.

Na América Latina, os terminais devem registram 289 milhões de passageiros a menos, uma queda de 44,2%. O efeito na receita, deve ser de um recuo de 50,5%, para US$ 5,3 bilhões.

O Bradesco BBI vê a notícia como negativa para os papéis da CCR, que tem participação em consórcios que administram aeroportos na América do Sul.

Ainda no setor aéreo, a companhia britânica Virgin, segundo o jornal “O Estado de São Paulo”, desistiu de operar no Brasil. Desde fevereiro a empresa tinha autorização para realizar voos entre o Reino Unido e o Brasil, mas nenhum chegou a ser feito.

“Nós esperamos que a Covid-19 continuará a forçar as empresas aéreas reduzirem os voos internacionais”, disseram, em relatório, os analistas do Bradesco BBI. No setor, a preferência é pelos papéis da Gol e Azul.

Já a Latam terá que reduzir sua capacidade em 30% e os voos internacionais em 40%, segundo o “Diario Financiero”. Na operação doméstica, a queda deve ficar em torno de 20%, em meio às conversas com o governo para obtenção de ajuda financeira.

Pão de Açúcar (PCAR3, R$ 60,85, +0,78%)

O Itaú BBA iniciou a cobertura das ações do Pão de Açúcar com recomendação “outperform”, ou seja, acima da média do mercado, com um valor para o papel esperado de R$ 95 para o ano que vem.

“Nossa avaliação é que há um excesso de desconto para o segmento de varejo de alimentos no Brasil”, disseram, em relatório, os analistas.

Os analistas veem ainda que há um desafio no segmento multivarejo e por isso é esperada a conversão das lojas com bandeira Extra Hiper e Extra para outros formatos.

As projeções também contempla a abertura de 50 novas lojas da bandeira Assai (atacarejo) nos próximos três anos (a expectativa anterior da administração era abrir 80 lojas no mesmo período).

Aliansce Sonae (ALSO3, R$ 25,80, -6,28%)

A Aliansce Sonae anunciou na quarta-feira à noite a reabertura dos shoppings Boulevard Shopping, em Brasília, Uberlândia Shopping, em Uberlândia (MG), desde o dia 26 de maio; Caxias Shopping, em Duque de Caxias (RJ), desde o dia 25 de maio; e Boulevard Shopping, em Londrina (PR), desde 8 de maio.

A empresa informou que os shoppings funcionam em horário reduzido e as operações dos segmentos de alimentação e entretenimento seguem as restrições impostas pelas autoridades locais.

Banco do Brasil (BBAS3, R$ 30,79, -0,36%)

O Tribunal de Contas da União (TCU) proibiu, na quarta-feira, o Banco do Brasil em fazer anúncios em sites que veiculem fake news. A decisão atende a um pedido do Ministério Público.

Para o MP, Carlos Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, fez uma interferência indevida na área de marketing do banco.

O BB suspendeu os anúncios no “Jornal da Cidade Online”, conhecido como propagador de notícias falsas. No entanto, após reclamação de Carlos, voltou a realizar os anúncios.

O BB afirmou que a volta dos anúncios ocorreu porque a ferramenta contratada para a definição dos sites que recebem os anúncios teria garantido não permitir anúncio em veículos que propagam fakenews.

Oi (OIBR3, R$ 0,72, +2,86%)

A Oi adiou a divulgação do balanço do primeiro trimestre de 2020 de 28 de maio para 15 de junho.

Energisa (ENGI4, R$ 8,62, -1,37%)

A Energisa elegeu Ivan Muller Botelho como presidente do conselho de Administração da companhia.

CCR (CCRO3, R$ 14,78, +0,54%)

A CCR anunciou nesta quinta-feira que o Conselho de Administração da empresa aprovou a emissão de R$ 700 milhões em debêntures.

A oferta será feita com esforços restritos, ou seja, limitada a um grupo de investidores, e vencimento em 24 meses.

Os papéis serão remunerados a DI mais 3,20% ao ano. Os recursos “serão destinados para reforço de caixa para atendimento dos compromissos da emissora”.

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